quinta-feira, 6 de junho de 2013

Crackle: Opção gratuita ao NETFLIX

Na última terça-feira, a Sony lançou no Brasil o Crackle, serviço de vídeos on-line sob demanda. Ao todo são 150 filmes, séries e desenhos animados disponíveis no sistema em versões com áudio original, legendados ou dublados. A seguir, você confere as primeiras impressões sobre o produto, que, no futuro, pode concorrer com o Netflix.
Não é necessário criar um cadastro no site para assistir aos títulos. Basta clicar no item desejado para abrir a página com o player, em Flash, e reproduzir o conteúdo. Neste momento, fica claro o motivo da falta de cobrança de uma mensalidade. A Sony apostou no modelo de publicidade similar ao do YouTube, do Google, que obriga o usuário a assistir a propagandas antes de ter acesso aos vídeos. A diferença é que, no Crackle, não há como pular os anúncios de 30 segundos.
Uma vez carregado, é possível ver os filmes em uma resolução máxima de 480p, considerada razoável para esse tipo de serviço. O Netflix, por exemplo, pode chegar a uma resolução de 720p – considerada HD pela empresa – caso o usuário tenha uma conexão de alta velocidade. No Crackle, o valor é fixo e independe da banda.
O player é simples, e bem parecido com o do YouTube, com controle de volume, botão para deixar o vídeo no modo “Tela Cheia” e a barra de controle de tempo. É possível compartilhar os links dos filmes por e-mail, Facebook ou Twitter. Se você tiver um blog, o serviço oferece uma opção de incorporação de conteúdo, com um código HTML que deve ser inserido na página desejada. O botão de informações mostra a descrição e detalhes da obra. Também existe um botão específico para ativar ou desativar as legendas.
Durante os testes, o filme mais recente encontrado é do ano de 2005: portanto, o Crackle pode ser considerado um site de saudosistas. A pesquisa permite recuar até 1920, mas não há nenhuma obra disponível daqueles idos.
Conclusão
A experiência de uso do Crackle foi satisfatória, apesar de problemas como “idade avançada” do acervo e a falta de opções para exibir os vídeos com uma definição superior. O serviço ganha pontos na seleção de filmes, com diversos clássicos, e, é claro, no modelo de negócios gratuito. O que são 30 segundos de propaganda para quem vai assistir a filmes com 2 horas de duração sem pagar nada?
Para aqueles que fazem questão de conteúdo mais atualizado, a melhor opção ainda são os serviços como Netflix e NetMovies, que cobram 14,99 reais por mês para garantir acesso ao seu conteúdo. Mas o Crackle pode ser uma boa opção, especialmente se a Sony cumprir a promessa de introduzir novos títulos, retirando outros do catálogo e mantendo, assim, 150 atrações. Dessa forma, se tornaria uma espécie de cinema, sempre com 150 filmes em cartaz.

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