segunda-feira, 30 de abril de 2012

Microsoft faz contagem regressiva para "matar" Windows XP



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A Microsoft começou nesta semana a contagem regressiva de dois anos até que Windows XP pare de receber suporte e atualizações. O sistema operacional foi lançado em 2001, e a companhia de Redmond parou de vendê-lo em 2008. Por isso, em 8 de abril de 2014 ela não vai mais mandar updates para os usuários, que - sugere a desenvolvedora - devem pensar em migrar para o Windows 7. 

A mesma contagem vale para o Office 2003, que deve ser mudado para o Office 2010, de acordo com a sugestão do blog oficial da Microsoft. "O Windows XP e o Office 2003 eram excelentes softwares quando foram lançados, mas o ambiente da tecnologia mudou", diz o texto, assinado por Stella Chernyak, ressaltando que os usuários hoje têm expectativas diferentes, e que o mesmo vale para as companhias - principalmente no que tange a mobilidade, segurança e confiabilidade. 

Mas a migração não deve ser fácil. O TechCrunch cita dados do StatCounter de que mais de um terço dos PCs ainda rodam Windows XP hoje em dia, e foi só em outubro passado que o uso do Windows 7 se tornou mais comum que o do XP no mundo. No que diz respeito às companhias, por exemplo, 22% das empresas americanas rodam com o sistema operacional lançado há 11 anos.

"Agora você pode se perguntar - 'eu deveria esperar mais dois anos para migrar para as versões de Windows e Office que forem disponibilizadas?'", diz o post da Microsoft, respondendo à possível questão com um 'não'. A justificativa, para as empresas, é que a migração deve ser feita enquanto ainda há suporte para o XP e o Office 2003, além do que pode haver "ganho substancial de resultados" com os softwares já disponíveis. 

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Estudo diz que Windows XP é um verdadeiro Lar para os vírus


Um estudo apresentado por uma empresa de segurança informática indica que oscomputadores com Windows XP estão a tornar-se um reservatório de programas maliciosos. 

A conclusão é da empresa checa Avast Software, que analisou cerca de 600 mil computadores com Windows. 

De acordo com a Avast, 74% das infecções com rootkits identificadas nesta análise encontravam-se em PC cujo sistema operativo era o XP, o que torna esta versão do Windows propícia ao surgimento de novas ameaças, que podem alastrar-se a outros sistemas operativos. 

No pólo oposto encontra-se o Windows 7, que representa apenas 12% das máquinas infectadas identificadas no estudo da Avast. 

A empresa checa mostra-se preocupada com estes resultados, pois considera que os rootkits estão entre os tipos de malware mais sofisticados, na medida em que conseguem escapar muitas vezes aos sistemas de segurança dos computadores infectados durante muito tempo. 

Segundo a Avast a principal causa para o Windows XP ser o sistema operativo com mais rootkits prende-se com o facto de grande parte das cópias serem pirateadas e não foram actualizadas com os últimos patches lançados pela Microsoft. 

Citado pelo portal Computerworld o chief technology officer da Avast, Ondrej Vlcek, alerta que os PC de «milhões de pessoas não estão actualizados e as suas máquinas estão desprotegidas». 

Para evitar problemas de segurança, o investigador aconselha os utilizadores a actualizarem o XP com uma cópia legítima do Service Pack 3, que continua a ser suportado pela Microsoft, ou a migrarem para o Windows 7.

Microsoft: abandonem o XP agora


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A Microsoft está a pedir aos seus clientes que deixem de usar o sistema operativo XP 
A empresa relembra que faltam apenas mil dias para deixar de dar suporte a este sistema operativo. 

Esta recomendação surge numa altura em que a Microsoft está mais focada na migração dos seus clientes, tanto domésticos como empresarias, para o Windows 7 e para o seu sucessor o Windows 8, deixando claro que o suporte ao Windows XP está a chegar ao fim. 

No blog da Microsoft, Stephen Rose, afirma que os dias de glória não duram para sempre e que mesmo o melhor produto um dia é ultrapassado. 

«A realidade muda de forma muito rápida. Por isso é chegada a hora de mudar de algo suficientemente bom para algo muito melhor», refere.


domingo, 1 de abril de 2012

Os motivos da decadência do Orkut



A rede social do Google é ultrapassada pelo Facebook após sete anos de predomínio
Foi a primeira febre no Brasil. De repente, a turma formada dez anos antes poderia trocar ideias, atualizar as novidades, combinar reencontros e acompanhar os últimos melhores momentos da vida de cada um por meio de álbuns de fotos e mensagens compartilhadas em comunidades temáticas. A maior prova de afeto era quando alguém abria o computador e lia um novo testemunho.
Ligado ao Google, o até então maior site de relacionamento da internet viveu seu auge entre 2004 e 2008. A partir de então, experimentou uma decadência anunciada já acusada por números de usuários – e pela assiduidade de quem ainda mantém conta no antigo site favorito.
O declínio do império tem nome, mas demorou a se consolidar. Ainda em 2008, seu primeiro ano sob o domínio “.br”, o Facebook tinha apenas 209 mil usuários no Brasil. Um arranhão perto dos milhões ainda sob o efeito da “Cultura do Orkut”. Aos poucos, a situação mudou.
Em quatro anos, a cria de Mark Zuckerberg conseguiu vencer a resistência brasileira com um ritmo de crescimento pungente (192% de dezembro de 2010 a dezembro de 2011). Firmou-se, em dezembro, como a maior rede social em usuários únicos do Brasil.
Atualmente com 36,1 milhões de usuários, o Facebook triplicou em tamanho sua audiência e cresceu sete vezes em engajamento para assumir a posição de liderança no mercado brasileiro, segundo os últimos dados da consultoria em redes sociais comScore.
No último mês de 2011, o usuário do Facebook passava 4,8 horas mensais, em média no site – em dezembro de 2010, o tempo gasto era de apenas 37 minutos. No mesmo período, foram consumidas uma média de 500 páginas de conteúdo no site, que foi visitado cerca de 27 vezes pelo mesmo usuário durante dezembro de 2011.
Vantagem que virou desvantagem
Conhecido por seu domínio no mercado brasileiro, o Orkut jamais conseguiu repetir o sucesso que fez no Brasil internacionalmente – apenas na Índia e no Brasil a rede possui a maioria dos usuários locais. Em parte porque, segundo o Google, o perfil do usuário do Orkut é um retrato fiel do País. “Possui todas as classes sociais, de todos os lugares do país”.
Na avaliação de Alex Banks, diretor-executivo da comScore, o fato de ser um produto quase exclusivamente brasileiro tornou-se um ponto negativo para o Orkut. É como se as fronteiras transformassem o produto em algo pequeno demais para quem vive no País. Com o crescimento da classe média brasileira e do turismo internacional, o usuário passa a procurar referências de fora justamente num site com ramificações em vários países. “Com a classe média crescendo e viajando mais para outros países é normal que haja mais interesse do brasileiro em fazer parte de uma rede que permita a ele manter contatos com estrangeiros”.
Além disso, um fator que contribui para o crescimento do Facebook é o peso de sua marca. Segundo Banks, é mais provável que um usuário que acessa a Internet pela primeira vez faça um perfil no Facebook do que no Orkut. “Hoje, a marca Facebook, além de internacional, é mais forte. Hollywood não fez filme sobre Orkut, fez sobre o Facebook”, afirma.
Para a especialista em Mídias Digitais da USP, Elizabeth Saad, o declínio do Orkut explica-se como o fim de um ciclo de predomínio. “Toda inovação tecnológica possui um ciclo, e os pioneiros geralmente sofrem. Os concorrentes que surgem depois, como o Facebook, esperam os efeitos-teste do pioneiro, para depois entrarem no mercado. Se o pioneiro não se recicla, ele tende a desaparecer”, defende.
Cultura Orkut
Engana-se, porém, quem se apressa em dizer que o Orkut está morto. Com 34,4 milhões de usuários, a rede ainda é muito usada e abrangente em todo o País, principalmente fora da região Sudeste.
“No médio prazo, é muito difícil de o Orkut voltar a lidera o mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a “cultura Orkut” que se criou no Brasil depois de anos de supremacia e uso desta rede não vai desaparecer tão cedo”, afirma Banks.
O consultor explica que a região sudeste foi apenas a percussora de uma tendência e que outras regiões do País também devem passar a utilizar o Facebook. “O Sudeste foi, sem dúvida, a região onde a ascensão do Facebook ao topo da categoria começou. Há um ano, esta região representava 75% das visitas. Agora, representa apenas metade das visitas do Facebook no Brasil. Isso demonstra a adoção generalizada do site em todo o País”, conclui Banks.
Google+
Longe de ser uma prioridade do Google Mundial, o Orkut passou a ter concorrente, a partir de julho do ano passado, dentro da própria casa. O Google + é hoje a principal aposta mundial da empresa.
Segundo o Google, o objetivo da nova rede é compartilhar informações na internet da maneira parecida com a vida real. “Você divide coisas diferentes com pessoas diferentes. Nós começamos este projeto para ver se a gente conseguiria criar um modo melhor de se conectar com as diferentes pessoas que existem nas nossas vidas”, segundo a empresa.
Na opinião de Elizabeth, o Google+ é um grande investimento, que utiliza o Orkut como laboratório. “O Orkut tem se esforçando por meio de melhorias. Mas penso que em médio prazo o ciclo de vida tende a decair. O próprio Google não tem o Orkut em sua estratégia global, senão, não teria criado o Google+”, avalia.
Atualmente com 4,3 milhões de usuários, de acordo com dados de dzembro de 2011, a audiência combinada, sem duplicação, do Google+ com o Orkut alcança uma audiência de 34,9 milhões de usuários, ainda atrás do Facebook.

Fonte: Cartacapital

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